Em 08/02/2020 às 11h06

Um ano depois, tragédia do Ninho segue sem culpados; torcida prepara ações

Investigações e negociações continuam em meio à críticas à direção do Fla


Autor: Redação FutRio / Fotos: Flamengo da Gente

O dia 8 de fevereiro está para sempre marcado de uma maneira negativa na história do futebol do Rio de Janeiro e do Flamengo. Há um ano acontecia o incêndio no Ninho do Urubu, que vitimou dez jovens atletas da base do clube. Para a data, a torcida prepara homenagens, mas pós 365 dias a questão segue sem culpados apontados e punidos. As investigações e negociações com as famílias também parecem longe de chegar a um fim, em um cenário cheio de críticas à postura da direção do clube.

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Nesta sexta-feira (7), aconteceu uma sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o incêndio. Na Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) estiveram presentes familiares dos meninos mortos no Ninho do Urubu e por pouco nenhum representante do time não compareceu, já que o CEO do Flamengo Reinaldo Belotti, só chegou após o pedido de condução coercitiva para os dirigentes do clube ser aceito. O ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, por exemplo, também chegou após o início da sessão.

A frieza do clube é o ponto de questionamento. Das dez famílias, apenas três fecharam um acordo. Uma outra apenas pela metade - com os pais separados, apenas o pai chegou a um consenso com o Fla. A mãe ainda briga na justiça. A frieza ficou explicita a partir do momento em que a família de Pablo Henrique pediu para acender uma vela no local onde o filho morreu. A solicitação foi negada em um primeiro momento com a justificativa de que o time profissional estaria concentrado no local. Momentos depois, o pedido foi aceito.

Neste sábado (8), o time enfrenta o Madureira no Maracanã e uma série de ações estão sendo programadas para o dia. Pela manhã, homenagens no Ninho do Urubu, com a presença dos familiares - situação que não partiu do clube. O grupo "Flamengo da Gente" espalhou varais com dez camisas do Fla em pontos estratégicos: no CT do clube, na Gávea, no Maracanã, no Ministério Público e na 42ª DP (Delegacia de Polícia), no Recreio - a que investiga o caso.

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O clube também, neste dia 8 de fevereiro, mudou sua identidade visual nas redes sociais. Todas as publicações do Rubro-Negro estão sendo feitas em preto e branco, em forma de luto. Do escudo do Flamengo até às imagens postadas sobre a fatalidade que vitimou as dez crianças.

Durante o jogo, as homenagens tradicionais. As torcidas organizadas pretendem levar as dez bandeiras feitas para os meninos no último ano ao estádio, além de, como em todos os jogos, no minuto 10 da partida cantar a música feita para os jovens atletas, gritando o nome de cada um atleta vitimado no Ninho em 2019 em sequência.

Este confronto entre Flamengo e Madureira, que começa às 18h, no Maracanã, terá cobertura em tempo real do Placar FutRio. Confira mais imagens das homenagens e cobranças:

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