Em 23/10/2018 às 18 h01

Marcelo Vianna avalia as Séries B1, B2 e C do Estadual e aponta evolução

Diretor de competições da FERJ também projetou sequência de projetos para 2019


Autor: Gabriel Farias / Foto: Úrsula Ney (Agência FERJ)

Restando apenas um jogo para o desfecho da Série B2 do Campeonato Carioca, a temporada de futebol profissional no Rio de Janeiro se aproxima do fim. Hora de realizar avaliações e mensurar o que deu certo e errado principalmente nas três divisões intermediárias do estado, além da Copa Rio. Diretor de competições da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), Marcelo Vianna falou com exclusividade ao FutRio.net.

Vianna acredita que a FERJ conseguiu manter a curva de crescimento observada em análise interna nos anos anteriores. O dirigente, no entanto, reconheceu que pode haver evolução principalmente na Série B2, a terceira divsão estadual. Confira, tópico a tópico, o que disse a principal mente pensante do futebol no Rio de Janeiro.

Série B1
- Segue em processo de evolução. Realmente a Série B1 esteve em nível bem destacado, bem tranquila, e a Federação conseguiu diminuir os custos dos clubes. E aí a gente começa a diminuir o número de WO's, partidas que não foram realizadas, porque os clubes tiveram um aporte maior para participar da competição.

Série B2
- Na Série B2 ainda temos um nível um pouco inferior. A gente ainda determina alguns estádios e alguns campos que não são os ideais. Isso precisa mudar já para o ano que vem, para começar a seguir o nível da B1. É a principal deficiência da B2 hoje, mas também seguiu o processo evolutivo da B1, com as partidas sendo realizadas e o campeonato sendo definido.

Brigas judiciais na B2
- Ainda acho que precisa melhorar o nível com que os clubes enxergam e tomam conta de atletas, para que os campeonatos não terminem nos tribunais. Isso é uma questão que os clubes precisam ficar mais atentos. Não só em nível estadual, mas estamos vendo a nível nacional também. Pelo modelo que é implementado hoje, com toda a visibilidade que a internet dá, se os clubes não tiverem um departamento técnico atento, se não estiverem atentos ao regulamento, eles vão cometer equívocos e alguém vai tentar tirar proveito disso. E isso é muito ruim para o campeonato, que precisa ser decidido dentro do campo.

Série C
- A Série C ainda deixamos algumas partidas acontecerem em estádios sem laudos, com portões fechados. Mas pretendemos, já para o ano que vem, exterminar essa ação de estádios com portões fechados. A Série C foi bem proveitosa com as partes decisivas em mata-mata.

Suporte financeiro aos clubes da Série C
- O suporte financeiro foi muito parecido com o da B1 e da B2. A única diferença é que na B1 e na B2 há a obrigação de jogar em estádios que possuem os laudos de segurança, enquanto na Série C não. Aqueles que não jogaram em estádios com laudos de segurança, não obtiveram o subsídio da Federação. Todos os clubes que jogaram com portões abertos na Série C receberam subsídio. Pode não ter sido no nível de valor agregado como da B1, mas bem próximo da B1 e da B2. Só perderam o subsídio aqueles que jogaram de portões fechados. É preciso haver contrapartida. Não adianta a Federação dar tudo e os clubes não se mexerem, não procurarem um estádio, não procurarem melhorar para que as competições tenham uma qualidade melhor. Para aumentar isso (auxílio financeiro), precisamos aumentar as receitas, porque não tem mágica, né? Você tem seu salário e precisa ir com ele até o final do mês para sobreviver e sustentar sua família. Mesma coisa aqui na Federação. Com as receitas que temos, estamos conseguindo fazer o que tem sido feito. Melhorando as receitas, com certeza as séries abaixo da Série A serão beneficiadas, não tenha dúvida disso.

Copa Rio
- Temos uma Copa Rio onde conseguimos dar sequência, já que os clubes estão ali envolvidos em outras competições. No meio das rodadas (do Campeonato Carioca) estamos intercalando com jogos da Copa Rio. Os times de B1 e B2 estão com campeonatos e os da Série A têm mais recursos para manter um elenco montado para essa fase. Pretendo fazer a mesma coisa com a OPG no ano que vem, dando muito mais chances para as equipes, sendo pelo menos 32 participando. As ideias vêm acontecendo, estamos colocando em prática e esperamos que isso ajude ao Rio de Janeiro melhorar o nível de futebol.

Busca geral por investimento
- A reunião (de Conselho Arbitral) da Série A foi muito em cima disso (investimento), buscando aumentar receita, o público dos estádios e vamos continuar também na B1, na B2, na C, na Copa Rio e em todas as categorias em que a Federação fomenta futebol.

TV FERJ como trunfo
- (A busca por receitas) está dentro do processo evolutivo que falei e passa muito pelas transmissões (da TV FERJ). A partir do momento que conseguirmos aumentar o número de transmissões, vamos conseguir não só captar recursos e patrocinadores, como vai proporcionar aos clubes ter patrocinadores com mais investimentos. É um processo evolutivo que precisa ser degrau por degrau. O futebol do Rio viveu um momento em que foi muito abaixo do que tem que ser. Com certeza o departamento de marketing da Federação está atento a isso e trabalhando sim.

Tags: Marcelo Vianna, FERJ, Campeonato Carioca, Copa Rio

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