Em 17/11/2017 às 16 h59

Cheio de histórias, Estádio de Moça Bonita completa 70 anos de inauguração

Primeiro jogo, no entanto, demorou a acontecer na casa banguense


Autor: Redação FutRio / Fotos: Emerson Pereira (BAC), Sport Ilustrado

Uma das casas mais icônicas do futebol carioca completa 70 anos em grande estilo. O Estádio Proletário Guilherme da Silveira Filho, o popular Moça Bonita, chega a sete décadas de história nesta sexta-feira (17). Fundado para ser o campo do Bangu Atlético Clube, se consolidou como um palco marcante do futebol do subúrbio e viu de perto grandes ídolos alvirrubros e de todos os clubes. Mas são as inúmeras histórias que fazem do campo banguense um local tão importante.

Moça Bonita foi inaugurado em 17 de novembro de 1947. O nome de Estádio Proletário homenageava a origem operária o Bangu, fundado por membros da fábrica têxtil do bairro. Se a sede social ficava no centro de Bangu, o estádio se localizava mais a leste, próximo de Padre Miguel. Era a volta do Alvirrubro a seu bairro de origem, já que não atuava mais no campo da Rua Ferrer desde o começo do ano anterior. Neste meio tempo, alternou-se entre Olaria e Madureira para mandar seus jogos.

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A primeira curiosidade já vem de seu início de trajetória. Após longo tempo de construção, o campo não pôde ser utilizado de começo porque o Campeonato Carioca daquele ano já estava no fim. Com isso, a torcida teve que esperar alguns meses até que a bola rolasse no novo estádio. Isso aconteceu em 28 de março de 1948, quando o Bangu recebeu o Flamengo num amistoso e venceu por 4 a 2. O primeiro gol do estádio foi do alvirrubro Joel, diante de cerca de 15 mil pessoas.

Moça Bonita viu, de perto, grandes craques que vestiram a camisa do clube. Um deles foi Zizinho, contratado junto o Flamengo em 1951 e que vestiu a camisa alvirrubra por sete anos, tendo algumas atuações memoráveis no local. Também Domingos da Guia, já no ocaso da carreira, brilhou no Proletário. Décio Esteves, Nívio, Moacir Bueno, Paulo Borges, Cabralzinho, Arturzinho, Marinho e outras feras foram outros que encantaram a torcida com grandes jogos. Mas nenhum deles fez tantos gols no estádio quanto Luisão, com 33 tentos entre 1976 e 1984.

Foi na década de 80 que o Banguzão viveu sua era de ouro. Depois de passar algum tempo sem jogar em Moça Bonita, o time foi se reforçando e voltando a receber grandes públicos no local. A equipe formada a partir de 1983 teve grandes campanhas em Estaduais e Campeonatos Brasileiros, mas o tão sonhado título não veio. O Proletário, no entanto, se firmou como cancha difícil para qualquer adversário e virou território hostil para muitas equipes. Ao Bangu, só faltava ganhar um título em casa.

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Após os difíceis anos 90 e 2000, o Alvirrubro precisou passar por um rebaixamento e amargos quatro anos na Segundona para dar uma volta olímpica em casa: foi em 2008, na Série B, após a vitória sobre o Aperibeense. No entanto, é em casa que o time conquistou suas maiores goleadas: 18x0 sobre um combinado de Manchester (ING) e 16x0 diante do Adliswil (SUI), ambas no começo da década de 90. Em Moça Bonita, o Bangu jogou 841 vezes, com 431 vitórias, 242 empates e 168 derrotas.

Confira abaixo os maiores artilheiros da história de Moça Bonita:

33 gols: Luisão (1976-1984)
30 gols: Bruno Luiz (2008-2015)
27 gols: Moacir Bueno (1942-1959)
25 gols: Marinho (1983-1997)
24 gols: Nívio (1951-1957)

Tags: Bangu

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