Em 26/06/2017 às 08 h47

Confusão, lágrimas e reclamações: o triste fim de noite em Moça Bonita

Bangu foi eliminado da Série D pelo Villa Nova (MG) em domingo tumultuado


Autor: Redação FutRio / Foto: Emerson Pereira (BAC)

A noite deste domingo (25), que tinha tudo para ser de alegria para o Bangu, acabou se tornando de tristeza e confusão e Moça Bonita. O empate com o Villa Nova (MG) tirou do Alvirrubro as chances de seguir vivo na Série D do Campeonato Brasileiro. Sobraram reclamações contra a arbitragem de Alisson Furtado e uma grande frustração por conta da queda precoce no torneio nacional.

A maior parte dos protestos se concentrou sobre o juiz por conta do tempo de acréscimo dado na segunda etapa, quando o Bangu já empatava em 1 a 1, mas precisava de mais um gol para garantir a primeira posição do Grupo A13 e, assim, se classificar. Mesmo com paralisação de jogo por conta de sinalizadores e substituições, foram só quatro minutos repostos. Com o empate confirmado, o gramado foi invadido pelo técnico Roberto Fernandes, que reclamou com o dedo em riste na direção do árbitro.

Além do treinador, pelo menos dois torcedores invadiram o gramado, também para tirar satisfações com o juiz. Se, por um lado, eles foram contidos antes que pudessem chegar ao quarteto de arbitragem, Roberto Fernandes disparou palavras duras contra o juiz, em fato que foi citado na súmula da partida. A invasão também apareceu no documento. Em meio à confusão, uma bomba foi disparada na direção do campo. Na saída do estádio, torcedores e seguranças do clube se envolveram em nova confusão, que foi contornada com a chegada dos policiais.

Em campo, o que se via era tristeza e indignação entre os banguenses. Foram poucos os jogadores que quiseram falar com a imprensa após o jogo. Luciano e Daniel Bueno, de cabeça quente, pediram para não se pronunciarem. O zagueiro Anderson Penna e o lateral-esquerdo Guilherme deixaram o campo chorando copiosamente e foram aplaudidos pelos torcedores, que reconheceram o esforço do time. Quem também se emocionou foi o atacante Marlon, autor do único gol banguense no jogo.

– Realmente, fica difícil até falar da importância do Bangu. Agora é levantar a cabeça, ver o que cada um tem para falar, a diretoria também. Infelizmente, saímos com um papel que não cumprimos, mas Deus sabe de tudo. Resta pedir desculpas ao torcedor que vem nos apoiar – disse o atacante, à Rádio FutRio.

Se havia espaço para o desconsolo, a raiva foi possível de ser vista no semblante do goleiro Jefferson. Ele reclamou que a cera de Renan, arqueiro do Villa Nova (MG), compensou por causa da falta de critério da arbitragem:

– O juiz deu só quatro de acréscimo. O goleiro deles ficou dois minutos caído e não se acrescenta nada. Já não é a primeira vez que isso acontece e, contra a gente, é o contrário. É triste, mas vida que segue.

Mesmo com o próximo desafio sendo daqui a apenas duas semanas (dia 12, contra o Serrano, na Copa Rio), o futuro a curto prazo do Bangu é incerto. Uma reunião nesta segunda-feira deve encaminhar as primeiras diretrizes para a competição estadual, último recurso do clube em 2017.

Tags: Bangu

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