Em 19/05/2017 às 21 h48

Silvano promete empenho de sempre para conquistar seu espaço no America

Conhecido pelo estilo incansável, volante é uma das novidades para 2017


Autor: Gabriel Andrezo / Foto: Gabriel Andrezo (FutRio)

A expressão "meio-campista trabalhador" é comum, no futebol, para designar um jogador que se desdobra no setor de criação do time para torná-lo mais dinâmico. Para isso, é preciso ter pulmão na hora de marcar, desarmar e iniciar uma transição rápida para o ataque. No futebol do Rio de Janeiro, poucos jogadores personificam tão bem esse estilo de jogador como Silvano. Hoje no America, o volante é uma das peças-chave no meio-campo do técnico João Carlos Ângelo para tentar recolocar o clube rubro na elite do Campeonato Carioca e, em mais uma temporada, irá procurar mostrar o estilo aguerrido e incansável que conquistou muitas torcidas.

Aos 26 anos, Silvano pode surpreender quem não o conhece. O mais sorridente de todos os jogadores do America e dos mais brincalhões na "resenha" com os companheiros, ele muda o semblante na hora das entrevistas, quando adota um tom sereno e uma fala mansa. Fisicamente, seu 1,65m de altura pode enganar, mas quem o vê dentro de campo percebe sua capacidade. Não à toa, seu estilo de jogo é conhecido de todos entre os clubes da Segundona, já tendo conquistado acessos por Audax Rio, Cabofriense e Portuguesa. Um nova subida em 2017 pode fazê-lo chegar ao recorde de conquistar o feito por quatro times diferentes e, quem sabe, torná-lo querido por uma exigente torcida americana.

– Eu procuro sempre mostrar vontade, entrega. Se pintar a oportunidade, até chego na frente para concluir, mas a primeira opção é estar sempre defendendo, proporcionando aos companheiros de ataque um trabalho que possa facilitá-los. Tento sempre dar o melhor para ajudar o time e, assim, cair nas graças da torcida, que é o que todo profissional quer – afirma Silvano, com exclusividade ao FutRio.net.

E foi esse estilo que o tornou famoso entre os clubes de menor investimento. Cria do Audax, onde começou, Silvano foi coadjuvante no vice-campeonato da Série B em 2012, mas protagonista de luxo na conquista da Cabofriense, no ano seguinte. Quando a Portuguesa o chamou, ele até tinha uma proposta do America, mas parou na Ilha, onde fez mais de 50 jogos e se tornou querido pelos torcedores rubro-verdes. Anunciado como um dos reforços rubros para este ano, vem se revezando com Alan e Mayaro na titularidade do meio-campo, mas se mostra pronto para dar conta do recado quando a chance aparecer em definitivo.

Para uns, a "Formiguinha Operária"; para outros, o "Pitbull do America": assim é Silvano, um trabalhador do futebol, que vai dar início a mais uma Segundona (a quinta) em sua carreira no próximo dia 28. Até lá, ele pretende seguir se empenhando nos treinamentos, do mesmo jeito que nas mais de 150 partidas oficiais que já disputou.

Confira a entrevista exclusiva de Silvano ao FutRio.net:

O quanto o adiamento da Segundona atrapalhou a equipe?
– Não muda muita coisa porque o profissional está sempre pronto para poder estrear, seja amanhã ou daqui a duas semanas. A gente se prepara para iniciar a qualquer momento, então o foco e a expectativa são os mesmos. Nos ajuda em termos de treinamento, ajustar algumas coisas. Mas a expectativa é aquela ansiedade de começar logo, estar jogando. Em termos de planejamento, isso só nos ajuda.

Você já subiu por três times diferentes, o quanto isso te motiva a ter mais um acesso?
– Graças a Deus, tive três acessos, mas aqui é vida nova, casa nova. Então, é sempre bom atingir os objetivos e essa é a expectativa: proporcionar ao America volar à primeira divisão. A gente trabalha dia a dia para cumprir os objetivos do clube e os pessoais também, mas com a expectativa de fazer o America subir.

De que maneira o entrosamento com jogadores com os quais vocês já atuou pode ajudar?
– Já ter jogado com eles ajuda demais. São jogadores que eu reencontro, como Ânderson Künzel, Nélio, Felipe e os que vieram da Portuguesa. Isso é bom porque a gente sabe como jogam, como pensam. E os outros que integram o elenco, a gente já conhece por ter jogado contra, então não tem muito o que mudar. Na Segundona, você conhece melhor os jogadores e isso facilita muito para trabalhar.

Entre os seus companheiros no America, o Felipe (goleiro) é um dos mais antigos. Como é atuar ao lado de alguém com quem você conhece desde os tempos do Sendas?
– O Felipe é um amigo com o qual eu conto a todo instante. No momento em que eu estava desempregado, ele me ajudou demais. Agradeço a ele, que foi uma das peças que me proporcionou estar aqui no America hoje. Ele até tentou me trazer outras vezes antes, não deu, mas agora ele fez uma forcinha para que eu pudesse vir. Sou grato ao Felipe por tudo. Não é só um companheiro de trabalho, essa é uma amizade verdadeira que foi construída e eu torço para que a gente tenha êxito aqui no America.

Na sua opinião, quem são os maiores favoritos da Série B1?
– O campeonato ainda não começou e muitos vão falar que o America é favorito. Mas vai ser uma segunda divisão muito, muito forte. Porque as equipes vêm se estruturando. Vai ser tudo jogo a jogo, não dá para destacar só duas equipes. Tem o Goytacaz, o Audax, o Americano, o Sampaio Corrêa, Itaboraí, Duque de Caxias... Todos que têm profissionais acostumados a jogar essa competição. O campeonato vai ser duro, com certeza.

Mesmo com a concorrência dura por um espaço na equipe, acredita que seu estilo de jogo pode ser um ponto a mais para ganhar oportunidades?
– Pretendo continuar com o trabalho que já faço desde o começo da minha carreira. É assim que todo mundo me conhece. E o que está dando certo, a gente não pode mudar. Então, nada de inventar, vou continuar procurando fazer o meu melhor a cada dia que passa.

Tags: America

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