Em 31/07/2015 às 09 h10

Vice-campeonato brasileiro do Bangu completa 30 anos nesta sexta (31)

Alvirrubro chegou à final contra o Coritiba (PR), mas perdeu nos pênaltis


Autor: Gabriel Andrezo / Fotos: Acervo Helênicos e Divulgação

Dizem que a História só se lembra dos vencedores. Mas na Zona Oeste do Rio, um esquadrão que sempre será recordado pelos torcedores mais apaixonados do Bangu é justamente um que não pôde levantar o troféu que seria o mais importante do clube em todos os tempos. A equipe vice-campeã do Brasileirão de 1985 permanece como uma das mais importantes da trajetória banguense e só não se consagrou totalmente por causa de um inspirado - e até mesmo sortudo - Coritiba (PR), que acabou por vencer a decisão do título, no Maracanã, em 31 de julho. Nesta sexta-feira, este jogo completa 30 anos.

Para cada um dos 91.527 espectadores daquela decisão, a noite tinha tudo para consagrar mais um grande campeão no Rio de Janeiro. Seria a primeira vez em que três times diferentes do Estado levariam a chamada Taça de Ouro. Flamengo, em 1983, e Fluminense, em 1984, já tinham conquistado o feito. E o Alvirrubro de Moça Bonita tinha mesmo um timaço: Marinho, Mário, Ado, Baby, Lulinha, entre outros. E, até pela campanha feita até então, podia ser considerado um favorito. Apesar de ter derrubado equipes menos expressivas na maior parte da competição, o Banguzão se mostrou forte diante de Vasco e Internacional (RS). Não à toa, ganhou a torcida de todos os quatro grandes cariocas.

Do outro lado, porém, estava um não menos surpreendente Coritiba. O Coxa já tinha batido Corinthians, São Paulo e Cruzeiro para conquistar seu lugar entre os melhores. O que se esperava era um jogo complicado, mas a pressão de um Maracanã cheio certamente apoiaria o Bangu. Os gols saíram no primeiro tempo: Índio fez 1 a 0 para o Coritiba, mas não demorou para que Lulinha empatasse o jogo. Diante de boas chances perdidas - incluindo um gol anulado de Marinho - no segundo tempo, o Bangu terminou os 90 minutos em igualdade com os paranaenses. Mais 30 de prorrogação, mais pressão, e nada. Para decidir o Brasileirão, finalmente, os pênaltis.

imageLevar para a marca de 11 metros o peso de mais de 80 anos de História era arriscado demais para o Bangu, que no entanto não errou nenhuma das cinco primeiras cobranças. Nem o Coxa. Por fim, Ado desperdiçou e coube a Gomes fazer o gol do título. A grande atuação de Rafael, goleiro do Coritiba, durante os 120 minutos de bola rolando, acabaria recompensada: ele saiu como um dos melhores em campo, mesmo ao ver a cobrança de Ado sair pelo lado da baliza.

Ao Bangu, restou a lamentação e a profunda tristeza do "quase", no momento mais importante de sua História. Ela, porém, não se esquece do talentoso plantel de Moça Bonita, que talvez esteja fora do rol de grandes vencedores, mas com certeza integra a lista de times que mais encantaram e uniram o torcedor carioca.


A partida
Bangu 1x1 Coritiba (pênaltis: Bangu 5x6 Coritiba) - Campeonato Brasileiro, final - 31/7/1985 às 21h30

Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro - RJ)
Árbitro: Romualdo Arppi Filho (SP)

Bangu: Gilmar; Márcio Nunes, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Lulinha (Gílson) e Mário; Marinho, João Cláudio (Pingo) e Ado. Técnico: Moisés.

Coritiba: Rafael; André, Gomes, Heraldo e Dida; Almir (Vavá), Marildo (Marco Aurélio) e Tóbi; Lela, Índio e Édson. Técnico: Ênio Andrade.

Cartões amarelos: Mário (BAN); Rafael, Dida, Gomes (CTB)

Gols: Índio, 25'/1ºT (0-1); Lulinha, 35'/1T (1-1)

Público: 91.527 presentes

Tags: Bangu

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